Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 08/10/2022

Na série “Atypical”, é retratada a história de Sam, um estudante autista que apresenta dificuldades de adaptação no ambiente escolar. Paralelamente a isso, fora das telas, essa situação não está distante da realidade, pois cada vez mais, infelizmente, há desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos no Brasil. Desse modo, cabe analisar causas como a falta de educação e o legado histórico.

Em primeiro lugar, é importante destacar a carência de informação como contribuinte do problema. Dessa maneira, de acordo com o ativista Nelson Mandela, não há arma mais poderosa para mudar o mundo do que a educação. Nesse contexto, é observável que, apesar de haverem leis que garantem o ensino individualizado para pessoas com transtornos neurológicos, na prática isso não funciona, devido à falta de capacitação dos professores sobre esse assunto — haja visto que geralmente o investimento é destinado para outras áreas das escolas, deixando de lado a profissionalização dos educadores —. Por conseguinte, esse cenário ocasiona a perpetuação dessa falta de investimento.

Além disso, a herança do passado impulsona a problemática. Nesse sentido, é perceptível que, durante séculos os transtornos neurológicos foram tratados de forma banalizada, desde a romantização nos cinemas acentuando os esteriótipos, até a exclusão por parte da sociedade desse indivíduo. Sendo assim, essa ignorância atrapalha o entendimento dos transtornos, e como melhorar a situação dessas pessoas no âmbito dos colégios. Logo, é inadmissível que isso aconteça por causa da normalização dessa invisibilidade por parte da comunidade.

Portanto, é evidente a necessidade de medidas para a resolução do impasse. Urge que o Ministério da Educação, por meio do Senado, crie um projeto de lei, estabelecendo parte da verba para pessoas com transtornos, punindo com multa quem desobedecer, a fim de aumentar o conhecimento. Ademais, o Ministério da Cidadania, em conjunto com o governo, deve oferecer palestras com profissionais da área que irão mostrar como a manutenção de pensamentos arcaicos afeta negativamente a inserção dessas pessoas, com o intuito de conscientizar. Assim, será possível que a ficção de “Atypical” não se torne cada vez mais real.