Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 17/10/2022

A Constituição de 1988 prevê o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, percebe-se que esse pressuposto não é empregado adequadamente no país, em razão da precária estrutura da educação brasileira. Nesse sentido, emerge um grave problema, que ocorre em razão da falta de informação e da insuficiência legislativa.

A princípio, vale ressaltar que se há um problema social, há como base a falta de conhecimento da população. De acordo com o político Eneas Carneiro, somente o conhecimento é capaz de libertar o homem. Sendo assim, nota-se a dificuldade dos educadores em adotar uma metodologia capaz de incluir os alunos portadores de transtornos do neurodesenvolvimento nas atividades educativas, devido a falta de entendimento acerca dos cuidados especiais que devem ser exercidos no processo de ensino.

Ademais, vale destacar que a insuficiência legislativa caracteriza-se como um complexo dificultador. Segundo o filósofo contratualista John Locke, é dever do Estado garantir que os cidadãos desfrutem de direitos intrínsecos. Dessa forma, nota-se que devido à ausência de profissionais de ensino em parceria com profissionais da saúde, o programa de diagnóstico e tratamento precoce aos alunos com transtornos de aprendizagem não tem sido assegurado na prática, sendo garantido apenas na teoria.

Portanto, cabe ao governo, garantir aos educadores especializações nas áreas da neurologia e psiquiatria, por meio da oferta gratuita de cursos profissionalizantes. Com isso, seria possível garantir um acompanhamento específico e direcionado à dificuldade dos alunos portadores de transtornos e, consequentemente, um melhor desenvolvimento intelectual.