Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 17/10/2022

Em Esparta, cidade-estado da Grécia Antiga, bebês com algum defeito físico eram jogados de um monte chamado Taigeto, em virtude da essência guerreira da cidade que ninguém podia ter alguma imperfeição. Tal situação, analogamente, repete-se no cotidiano das escolas brasileiras, haja vista que as crianças com algum transtorno do neurodesenvolvimento são excluídas do processo educacional. Desse modo, cabe analisar as possíveis causas e consequências da problemática, com o fito de sanar ou amenizar os prejuízos.

Com efeito, de acordo com Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito”. De fato, em ambientes escolares, há uma grande discriminação com cidadãos que apresentam distúrbios neurológicos,uma vez que essas pessoas demandam atenção e cuidados, que, muitas vezes, são deixados de lado por quem deveria acolher. Dessa forma, faz-se necessário a observância das repercussões desse prejulgamento, pois ao observar a igualdade material,prevista na Constituição Federal(CF), deve-se promover atos que serão capazes de minimizar as diferenças entre os indivíduos de uma sociedade.

Ademais, crianças com algum transtorno neurológico estão mais propensas a abandonar o ambiente educacional, já que, na maioria dos casos, são alvos de chacota pelos amigos e não acompanham o ritmo das aulas. Para corroborar com isso, de acordo com uma pesquisa feita no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil(CAPSi), no Rio de Janeiro, 48% dos autistas de 4 a 17 anos estão fora da escola. Nessa perspectiva, nota-se a falta de maturidade das escolas em desenvolver ações de inclusão a essa população.

Depreende-se, portanto, que a exclusão social nas escolas de pessoas com algum distúrbio neurológico existe e é fato. Logo, torna-se imprescindível que o Ministério da Educação(MEC), por intermédio das escolas promovam palestras educativas com neuropediatras, neurologistas, psicólogos e psicopedagogos, com o intuito de explicar aos pais, professores e alunos a importância de aceitar e normalizar o tratamento de indivíduos com problemas neurológicos. Além disso, esse projeto tem o intuito de apresentar consequências do preconceito para com esse público. Pois só assim se contruirá uma sociedade justa e igualitária.