Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 18/10/2022

Dentro das atuais condições da educação brasileira, não há como incluir

crianças com necessidades educativas especiais no ensino regular sem apoio

especializado. É notório que um dos desafios para a educação de pessoas com

transtornos neurológicos é o despreparo dos professores e preconceitos da

sociedade.

De acordo com o portal de notícias “Gazeta do Povo”, uma pesquisa realizada

com professores da rede de ensino estadual, 75% não se sentem preparados para

dar aulas para alunos deficientes. Convém lembrar que a legislação brasileira prevê

que todos os cursos de formação de professores, do magistério à licenciatura,

devem capacitá-los para receber, em suas salas de aula, alunos com e sem

necessidades educacionais especiais. Entretanto, ao analisar a grande curricular do

curso de pedagogia, os acadêmicos têm, aproximadamente, 68 horas-aulas de

educação inclusiva e a mesma quantidade de aulas sobre linguagem de sinais. A

disciplina deveria ser aplicada em todas as licenciaturas mas por enquanto, està

restrita à pedagogia.

Além disso, pode-se relacionar a dificuldade de adaptação de indivíduos com

transtornos neurológicos às escolas, em conjunto ao preconceito desde sempre são encaixados na mentalidade do corpo social. Segundo uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social, de 190 mil famílias entrevistadas, 53% dos pais não matrículam seus filhos deficientes nas escolas por medo do preconceito.

Logo, é dever do Ministério da Educação impor na grade curricular dos cursos

de todas as licenciaturas, aulas inclusivas e linguagens de sinais durante todo o

curso, assim formando professores capacitados para receber em suas salas, alunos

com transtornos neurológicos. Também deve promover palestras e campanhas em

instituições de ensinos sobre a capacidade de pessoas com deficiências e a

necessidade da educação para todos, assim diminuindo o preconceito da

sociedade, criando um cenário mais saúdavel e gerando uma educação de

qualidade para pessoas com problemas neurológicos.