Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 19/10/2022

No filme Extraordinário, Auggie é uma criança com deformidade facial, que está iniciando sua vida escolar, contudo, a vergonha e o medo de seus colegas quase o leva a desistir do seu ensino. Todavia, no contexto da educação de pessoas com transtornos neurológicos, esses sentimentos também são recorrentes. Nesse cenário, acaba ocorrendo uma defasagem no aprendizado acadêmico, juntamente com o aumento da evasão escolar de neurodivergentes.

Dessa forma, o descompasso na aquisição de conhecimento acaba se tornando prejudicial para o desenvolvimento desses indivíduos. Isso acontece, porque, segundo Imannuel Kant, o homem é o que a educação faz dele. Sob essa ótica, uma criança que se desenvolve tendo uma educação deficitária, que não abrange suas necessidades, o torna um adulto que não se encaixa na sociedade.

Além disso, o abandono escolar entre pessoas atípicas tende a acontecer quando não se proporciona uma integração com pessoas típicas. Tal questão ocorre, pois, de acordo com Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito. Com isso, essas crianças, no intuito de fugir de um prejulgamento, acabam se isolando e não querendo mais retornar ao seu educandário.

Portanto, são grandes os desafios da educação de pessoas com transtornos neurológicos. Cabendo ao Estado, por meio do Ministério da Educação juntamente com as escolas, uma mudança nos métodos de ensino e avaliação, ajustando o PNE (plano nacional de educação) adicionando uma análise no âmbito global dos alunos, avaliando conhecimento, criatividade e dedicação, retirando a prova como principal método avaliativo, para que haja inclusão e melhor desenvolvimento de pessoas neurodivergentes, para que, assim como Auggie, essas crianças possam finalmente se sentirem acolhidas na escola.