Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 20/10/2022

Segundo o artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos têm direito a educação. Dessa forma, os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras torna-se um grave problema, uma vez que, dificulta o acesso à educação as pessoas que sofrem com tais transtornos. Nesse sentido, em razão da falta informação e da negligência governamental emerge um problema complexo que precisa ser revertido.

Sob esse viés, é preciso salientar que a falta de informação é uma causa latente desse embate. De acordo com Shopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa são determinados pelo conhecimento que ela tem. Diante disso, a falta de conhecimento por parte dos professores sobre os sinais e sintomas, bem como, sobre as ferramentas para a inclusão dessas crianças no contexto escolar dificulta, por exemplo, o diagnóstico precoce, configurando um dos principais desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras.

Ademais, a negligência governamental corrobora para a permanência do problema. Conforme John Lock, o Estado garantidor dos direitos fundamentais deve assegurar uma vida confortável a sociedade. Dessa maneira, a mera criação de leis sem o fornecimento dos recursos e da infraestrutura necessária para o cumprimento do direito estabelecido torna tal lei irrelevante para sua finalidade. Percebe-se assim, que a falta de estrutura escolar, capacitação para professores e o fornecimento de uma equipe multiprofissional agrava os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras.

Portanto, os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas é uma grave problema na sociedade brasileira, sendo influênciado tanto pela falta de informação como pela irresponsabilidade governamental. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Educação em parceria com as instituições de Ensino Superior, promova a criação de Núcleos de Capacitação Profissional por meio de cursos e oficinas oferecidos aos professores, tal ação pode contar ainda com a parciticipação de outros profissionais como psicopedagogos. O propósito de tal ação é a formação de estratégias de ensino e integração das pessoas com transtornos neurológicos nas escolas.