Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 20/10/2022

Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma” o major Quaresma acreditava que se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Porém, ao examinar as dificuldades para educação de pessoas com transtorno neurológicos nas escolas brasileiras, percebe-se que esses impasses não foram superados, já que a falta de aporte nos ambientes escolares e a incapacitação dos professores potencializam a problemática.

Diante de tal exposto, a escassez de ambientes educacionais com suporte para alunos com deficiência neurológica contribui para manutenção da problemática. Nesse sentido, segundo John Locke, o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis aos indivíduos. No entanto, ao analisar que o governo não inclui nas escolas profissionais especializados para acompanhar e encaminhar esse tipo de estudante, nota-se um rompimento com a tese do filósofo.

Além disso, é fato que a generalização dos alunos por parte dos professora corrobora o problema. Nessa lógica, alude-se a ideia do pensador Sócrates, o qual afirma que os erros são consequências da ignorância humana. Á luz dessa ótica, entende-se que quando os educadores conduzem os alunos de tal maneira, ignorando as peculiaridades, ocorre um déficit no aprendizado dessas pessoas portadoras de transtornos neurológicos, exemplo disso é a não associação dos conteúdos.

Depreende-se, portanto, que o Ministério da Educação, o qual tem por função investir e gerir a educação brasileira, deve capacitar os professores, por intermédio de oficinas nas escolas, com a finalidade de garantir que as peculiaridades sejam levadas em consideração no momento do ensino. Outrossim, pode instituir profissionais que auxiliem estudantes com tal deficiência, para eles se sentirem integrados educacionalmente.