Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 20/10/2022
Na serie televisiva “Advogada extraordinária” Woo won woo um pessoa com autismo, tem que se mudar de escola durante o seu colégio para poder acompanhar o sistema educacional e reduzir o bullyng que sofre na capital. Fora da ficção, pessoas com transtornos de neurodesenvolvimento, também enfrentam as mesmas dificuldades, no entanto, no Brasil muitos neurodivergentes não tem conciência de que suas dificuldades são causadas por um transtorno. Contudo, um grande diferencial para mudar essa realidade é a hipótese do diagnóstico precoce.
Cabe ressaltar, primeiramente, que o presidente Jair Bolsonaro sancinou uma lei que obriga as escolas a fazerem o diagnóstico e tratamento precoce dos transtornos de aprendizado. No entanto, como fazer um dianóstico precoce de transtornos complexos dentro das escolas que não dispôe sequer de psicologos e em postos de saúde que possuem fila de antendimento de meses? O diagnóstico de TDAH deve ser realizado expecificamente por um neuropsicólogo, já o TEA, deve ser feito por um grupo interdiciplinar de psiquiatra, psicólogo e neuropsicólogo, e os sintomas de ambos os transtornos variam em gênero e grau.
Ademais, cabe citar ainda que, o dignóstico e tratamento não são efetivos sem uma adptação das escolas a estes alunos. Segundo o educador Paulo Freire “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a sim mesmo, os homens educam entre si mediatizados pelo ambiente”. No caso das pessoas neuroatipicas este “ambiente” modifica toda a sua vontade e capacidade de se desenvolver. Portanto faz-se essêncial que todos os alunos tenham acesso a diferentes estimulos e tratamentos durante seu processo de aprendizado.
Portento é evidente que existem divérsos desafios para a formação das pessoas com transtranos de neurodesonvolvimento no Brasil, tanto em seu dignóstico quanto, no próprio processo educativo. Deste modo, cabe ao Governo federal, juntamente com as escolas públicas e privadas, por meio de verbas da educação, fornecerem as escolas profissionais capazes de diagnosticar e desenvolver sistemas pedagógicos a alunos neurodivergentes, a fim de, garantir o exigido pelo artigo 6º da constituição federal, o acesso a educação como um direito fundamental, ou seja, a toda a população sem qualquer tipo de discriminação.