Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 21/10/2022

A Constituição Federal de 1988 garante o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, esse direito não está sendo cumprido com certa parcela da população, visto as dificuldades que estudantes com transtornos neurológicos passam no sistema educacional brasileiro. Desse modo, destaca-se que o ambiente muitas vezes hostil das escolas e a falta de ações efetivas na prática por parte do Estado são fatores desafiantes para a solução desse problema.

Primeiramente, é notório como as escolas muitas vezes falham em proporcionar um ambiente agradável à estudantes com necessidades especiais aos demais. O filme Extraordinário relata a história de Auggie, menino que devido à deficiências tem dificuldade de se incluir no sistema escolar. Embora o menino não possuísse deficiências neurológicas, o filme representa de maneira fiel todo preconceito e os obstáculos por qual uma criança com necessecidades especiais passa nas escolas. Como consequência, a comprometida socialização e vivência escolar desse alunos põem em xeque as habilidades sociais que devem ser desenvolvidas pelos estudantes. Logo, é de suma importância que esses alunos sejam incluídos nas dinâmicas escolares.

Ademais, é claro os despreparo das escolas das escolas, principalmente públicas, no suporte educacional dessas crianças. Por certo, a falta de profissionais qualificados para lidar com as dificuldades desses alunos impede que a medidas educacionais teóricas sejam implantadas com eficiência na prática. Segundo o filósofo John Locke, nesse contexto o Estado falha em cumprir sua parte do “contrato social”, pacto em que o cidadão abre mão de sua total liberdade em prol de direitos garantidos pelo Estado. Por consequinte, os mais afetados pela inefienciência estatal são os jovens deficientes mais pobres, dependentes do Estado para sua educação.

Depreende-se, portanto, a necessidade de superar esses obstáculos. Para isso, cabe ao Estado, por meio de verbas governamentais, promover o treinamento de mais profissionais que lidam com alunos deficiêntes neurológicos, que atuarão na inclusão desses no ambiente escolar, a fim de moldar uma sociedade mais justa e inclusiva, baseada nos valores da Carta Magna.