Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 24/10/2022
A Constituição Federal garante o acesso à educação para todos. No entanto, isso não ocorre de forma eficaz para as pessoas com transtornos neurológicos, como o autismo e o Déficit de Atenção e Hiperatividade. Nesse sentido, percebe-se que os desafios para fornecer educação de qualidade para esses indivíduos decorrem da falta de preparo dos profissionais da educação e de investimentos.
Nesse sentido, nota-se que os professores não são preparados para lidar com alunos com transtornos neurológicos. De acordo com o educador Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e elas mudam o seu entorno. Desse modo, sem a preparação adequada desses profissionais, eles terão dificuldades para lidar com essas crianças, já que não haverá conhecimento das melhores atividades para promover o maior desempenho dos jovens. Assim, durante o período de formação educacional, moral e social, em um ambiente que tem o papel de formar cidadãos, os estudantes com transtornos terão poucos benefícios ao o frequentar.
Ademais, observa-se a falta de investimentos do governo na educação e inclusão dos alunos com transtornos neurológicos. Isso pode ser analisado em escolas públicas onde não há atividades lúdicas com o uso de objetos geométricos para aulas de matemática, os quais permitem maior visualização e contato às diferentes formas, tornando a aula mais interativa, por exemplo. Por conseguinte, sem as ferramentas para reter a atenção dos alunos, eles terão dificuldade de prestar atenção na aula, resultando em um espaço não inclusivo.
Em decorrência disso, é indubitável a necessidade de diminuir os desafios para a educação de cidadãos com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, promover cursos de capacitação dos profissionais da educação para lidarem com esses jovens, por meio de palestras com a presença de especialistas, como pedagogos, psicólogos, psiquiatras e de familiares, a fim de que o ambiente escolar seja um espaço de desenvolvimento. Só assim o tecido social será mais inclusivo.