Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 25/10/2022

Na série televisiva “Advogada extraordinária”, Woo Won Woo, uma pessoa com autismo, tendo que mudar de escola durante o colégio para poder acompanhar o sistema educacional e reduzir o bullyng que sofre na capital. Fora da ficção, pessoas com transtornos de neurodesenvolvimento também enfrentam as mesmas dificuldades, contudo, no Brasil muitos neurodivergentes não tem ciência de que suas dificuldades são causadas por um transtorno. Assim, a hipótese do dignóstico precoce e a adaptação das escolas, melhoraria essa realidade.

Cabe ressaltar, primeiramente que o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que obriga as escolas a fazerem o dignóstico precoce dos transtornos de aprendizado. No entanto, não há como revogar tarerfas desse tipo a professores, visto que, apenas o diagnósticos do TEA exige uma equipe muitidiciplinar de psicólogo, neuropsicólogo e psiquiatra, além disso, a grande maioria das escolas brasileiras não possuem sequer um psicólogo educacional para auxíliar aos alunos.

Ademais, cabe citar ainda que, o dignóstico não é efetivo sem uma adaptação das escolas a estes alunos. Segundo Paulo Freire “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens educam esntre si mediatizados pelo ambiente”. No caso das pessoas neuroatipicas, este “ambiente” também deve ser capaz de ser flexivel para educa-las, ou seja, para o ambiente ser apto a pessoas com TDAH, não cabe apenas insistir em afastar os distratores externos como os amigos e se esquecer de dar aulas simplificadas e direcionadas, sem distrações ou histórias paralelas. Deste modo, faz-se essêncial que todos os alunos tenham acesso a diferentes estimulos e tratamentos duranto o processo de aprendizado.

Portanto, torna-se evidente que existem desafios para a formação das pessoas com transtornos de neurodesenvolvimento no Brasil, tanto em seu diagnóstico, quanto no próprio processo educativo. Deste modo, cabe ao Governo Federa, juntamente com as escolas públicas e privadas, por meio de verbas da educação, fornecer às escolas, profissionais capazes de diagnosticas e desenvolver sistemas pedagógicos a alunos neurodivergentes, a fim de, garantir o exigido pelo artigo 6º da constituição federal, o acesso à educação como um direito fundamental, isto é, a toda população sem qualquer tipo de discriminação.