Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 26/10/2022

No filme norte-americano “O primeiro da classe”, retrata-se a biografia do protagonista que possui síndrome de Tourette, um transtorno neuropsiquiátrico, que durante seu período estudantil é alvo negligências de inclusão social. Assim como na ficção, é nítido que ainda na sociedade hodierna brasileira há óbices no processo educacional de indivíduos com transtornos neurológicos, visto que é presente estigmas sociais no âmbito estudantil e a falta de subsídios do Estado em acessibilidades ao meio escolar.

Em síntese, é evidente estigmas sociais na conjuntura educacional a indivíduos neuroatípicos, em que atitudes preconceituosas no ambiente estudantil tende a gerar a exclusão social e dificuldades no desenvolvimento da sociabilidade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 90% dos estudantes do espectro autista já foram alvos de ataques de bullying, com isso ressaltando a dificuldade da inclusão social de minorias no cenário brasileiro.

Além disso, é válido ressaltar a falta de subsídios aos meios estudantis no investimento de acessibilidades, visto que a falta de financiamento do Estado ocasiona o atraso na apredizagem e desenvolvimento de estudantes neurodivergentes. Segundo a Constituição Federal, promulgada em 1988, tem como objetivo delinear direitos básicos a todos os cidadãos brasileiros, contudo na realidade social não há a efetivação das medidas legislativas, dessa forma, impossibilitando um desenvolvimento qualitativo de estudantes neurodivergentes.

Assim sendo, é mister que o Estado tome providências para melhorar o impasse do quadro atual, visto que ainda no cenário educacional contemporâneo brasileiro há óbices no processo de inclusão de neurodivergentes. Urge que o Ministério da Educação -órgão responsável pelas instituições educacionais brasileiras- faça palestras sobre a importância da inclusão social em meios educacionais e investimentos de acessibilidades para grupos de minorias, por meio de mídias televisivas, para que o corpo docente e as instituições educacionais sejam inclusivas a estudantes com transtornos neurológicos, pois, somente assim, o âmbito educacional brasileiro será harmônico a todos os estudantes.