Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 02/11/2022

No livro “O santo Inquérito” do escritor Dias Gomes, focaliza o direito que o ser humano que tem às suas ideias e à liberdade de expressá-las e vivê-las. No entanto, na prática esse direito não vem sendo desfrutado, uma vez que a educação de pessoas com transtornos neurológicos é uma problemática na sociedade brasileira. Dessa forma, percebe-se a necessidade de medidas interventoras que são frutos da exclusão social e do preconceito.

Sob esse viés, é lícito postular a restrição social como impulsionador desse revés. Na obra “Estigma”, do filósofo Erving Goffman, na qual ele afirma que os indivíduos tendem a se distanciar e a evitar, ao máximo, o contato com pessoas que são diferentes do que é denominado “normal”, teoricamente se encaixa no cenário atual. Nesse sentido, a sociedade desde tempos antigos possuem uma aversão com pessoas que possuem algum tipo de doença neurológica, visto que eles as definem como “loucas”. Tal máxima que uma criança que tem algum transtorno neurológico, sempre sofre com a exclusão social, principalmente no ambiente escolar. Dessa forma, percebe-se a importância da inclusão nas escolas para esses cidadãos.

Ademais, a irrefutável influência do preconceito tem uma intrínseca relação com a problemática. Isso pode ser observado no cotidiano das pessoas, sendo que muitas das vezes os próprios pais têm um preconceito com o o diagnóstico do filho, ou seja, boa parcela da família não aceitam que a criança possuem algum transtorno neurológico em primeira instância. De acordo com o site Neurosaber -“Estudos vem mostrando que o TEA pode gerar, nos pais da criança, sentimentos de baixa autoestima e culpa”. Nessa perspectiva, fica evidente de como a falta de informação gera o preconceito.

Fica claro, portanto, que a educação para pessoas com transtornos neurológicos é um impasse na sociedade. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Educação amplie o setor escolar, por meio de intervenção escolar, ou seja, facilitar o acesso escolar para deficientes neurológicos, a fim de que eles sempre tenham aulas com pessoas da mesma série e participem das mesmas atividades, para que não tenha exclusão social. Assim sendo, o que Dias Gomes focaliza seria efetivo.