Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 01/11/2022
De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, todos os brasileiros têm direito à educação gratuita garantida por lei. Entretanto, no que tange a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas do país, observa-se que a garantia da educação de qualidade não se encaixa na realidade de muitos estudantes. Dessa forma, é necessário discutir-se sobre os desafios existentes nos ambientes escolares ao receberem alunos portadores de algum tipo de transtorno, como: falta de amparo pelos educadores e o problema do capacitismo.
Diante dessa perspectiva, nota-se a negligência das escolas no quesito de tornar o ensino igualitário aos alunos. Assim, estudantes que necessitam de um atendimento mais individualizado se sentem prejudicados e desanimados. Esse cenário pode ser observado no seriado coreano “Uma advogada extraordinária”, lançado no último ano, no qual a personagem principal, Woo, é portadora de autismo. A protagonista diversas vezes pensa em desistir da carreira acadêmica por não conseguir se encaixar nos ambientes da faculdade. Logo, é nítido a lacuna no preparo dos profissionais de ensino para ajudar alunos como a estudante Woo.
Sobretudo, vale citar que, com base na Declaração Universal Dos Direitos Humanos, todos os indivíduos são dignos dos mesmos direitos e devem agir uns com os outros de forma respeitosa. Todavia, alunos como a Woo são vítimas do capacitismo - discriminação contra pessoas portadoras de algum transtorno ou deficiência - ,pela sociedade e ,principalmente, nas escolas. Além disso, esse preconceito pode vir até mesmo dos professores.
Portanto, medidas são necessárias para resolver os impasses existentes ao educar crianças com transtornos neurológicos no Brasil. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a educação brasileira -, reformar as grades curriculares das universidades, a fim de formar professores aptos a lidar com todos os alunos. Essa ação poderá contar com a criação de aulas por profissionais da saúde em conjunto com outros educadores; tudo isso com a finalidade de tornar o ambiente escolar mais acessível e agradável a todos, sem distinção. Feito isso, será possível analisar um Brasil mais justo e democrático.