Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 11/11/2022

“A inclusão acontece quando se aprende a lidar com diferenças e não com as igualdades”. Essa frase de Paulo Freire coincide com um cenário atualmente comum nas escolas brasileiras: a necessidade da inclusão de alunos diagnosticados com transtornos psicológicos. O assunto demonstra a importância da capacitação das escolas para com seus estudantes, assim como, maior diálogo sobre a pauta com pais e responsáveis.

A educação é um direito para todos, como é dito na Constituição Federal, porém casos como o de Marinez, mãe de Isac que é uma criança diagnosticada com autismo, que luta pelos direitos de seu filho são exemplificações de que o ensino brasileiro não sabe lidar com diferenças sendo a principal causa o pouco preparo dos seus educadores. As aulas precisam fornecerem as melhores técnicas de ensino que deixam os alunos com maior conforto para seu aprendizado e isso só será possível com um profissional bem capacitado para lidar com pessoas nessa situação, que tenha paciência e lute junto com os pais pelos direitos de seus estudantes.

Concomitantemente, existe o caso do diagnóstico tardio por motivos principais de falta de atenção, conhecimento ou aceitação dos pais. À medida que não se atesta o transtorno psicológico com maior antecedência, mais difícil será de favorecer o aluno em seus estudos, de identificar suas limitações e compreender suas dificuldades. O diálogo entre a escola e os responsáveis do educando é imprescindível diante do fato de juntos terem o mesmo objetivo: formar e desenvolver o indivíduo.

Diante do exposto, vê-se necessário mudanças. Assim, cabe aos colégios formar seus funcionários em vista de um aprendizado mais inclusivo, por meio de cursos com psicólogos visando mostrar mais sobre os conceitos desses distúrbios e apoiar os professores sobre os melhores recursos para suas aulas. Ademais, em vista de unir mais as escolas e os pais/responsáveis do seu corpo discente, deve-se realizar reuniões para que sejam abordadas as pautas sobre sintomas dos transtornos psicológicos e dar fim aos preconceitos. Desse modo, será possível dar novo rosto à educação brasileira: aquela em que saberá lidar com as diferenças.