Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 04/11/2022

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948, assegura o direito à educação e ao bem-estar social a todos os indivíduos. Todavia, as crianças e jovens brasileiros com transtornos neurológicos não conseguem desfrutar de tal direito devido a escassez de profissionais especializados nas escolas e a falta de planejamento administrativo para a aquisição de materiais educativos adaptados. Com isso, é notório a necessidade de melhorias no sistema educacional brasileiro.

Haja vista que alunos com algum transtorno de aprendizagem necessitam de uma atenção especializada, é necessário professores ou profissionais da saúde que sejam qualificados a atender tais necessidades. Contudo, sabemos que na maioria das escolas brasileiras, em especial as públicas, não existe tal atendimento individualizado. Certamente, a falta de um acompanhamento singular dificulta não somente na questão da aprendizagem, mas também no bem-estar e socialização do aluno, que se faz parte importante do ambiente escolar.

Immanuel Kant, filósofo alemão, já dizia que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Torna-se evidente a importância da educação, em especial para os estudantes que fisiologicamente possuem mais dificuldade no aprendizado. Entretanto, as escolas não mostram resultados efetivos no desenvolvimento de uma educação inclusiva de qualidade, com a carência de administração financeira e de planejamento, muitas vezes faltam materiais educativos adaptados para esses alunos, o que se torna mais um obstáculo para se garantir o direito básico à educação.

Portanto, as escolas devem melhorar a organização financeira e administrativa por meio de melhor planejamento, para que a falta de profissionais e materiais específicos às crianças com transtorno neurológico não seja mais um problema. De tal forma, o Brasil conseguiria superar os desafios educacionais relacionados a essa parcela da população.