Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 05/11/2022

Na série americana “Eu a patroa e as crianças”, o personagem Junior, filho de Kyle, sofre com déficit de atenção, o que dificulta o seu aprendizado. Analogamente, o cenário de transtorno neurológico, citado acima, apresenta desafios para a educação nas escolas brasileiras. Dessa maneira, é pertinente explicitar os sustentáculos dessa problemática: a falta de apoio psiquiátrico e o consumo excessivo de técnologias.

Diante desse cenário, cabe citar que há um nexo causal entre a escassez de ajuda médica e o imbróglio supracitado. Desse modo, de acordo com o “Manual da psiquíatria clínica”, pessoas que possuem problemas neurais necessitam de remédios e apoio profissional para desenvolverem suas capacidades cognitivas plenamente, na maioria dos casos. Nesse sentido, é indubitável que para obter um bom desenvolvimento acadêmico seja necessário o domínio das faculdades intelectuais, como o foco e a concentração. Logo, percebe-se que a ausência de apoio medicinal é um desafio na educação das vítimas com impasses psicológicos.

Ademais, é lícito afirmar que o uso em demasia de telas é um entrave na formação escolar de brasileiros que possuem transtornos neurológicos. Nesse raciocínio, na Idade Média, quando não existia aparelhos eletrônicos, os estudantes memorizavam poemas imensos, como a Ilíada, de Homero. No entanto, na contemporaneidade, com as mídias sociais, os jovens e crianças consomem, exageradamente, conteúdos frívolos que não desenvolvem o intelecto, o que suscita desafios no campo escolar brasileiro.

Em suma, urge solucionar a problemática. Assim, o Ministério da Saúde - órgão responsável pela saúde pública do Brasil - deve criar um programa de apoio aos jovens e crianças que sofrem com sintomas neuronais, por meio de medicamentos e consultas, para que facilite o processo de aprendizagem desses alunos. Em paralelo, o Ministério da Educação precisa realizar palestras nas escolas, com a finalidade de conscientizar os estudantes dos problemas psicológicos que o uso em demasia das tecnologias podem desenvolver. Dessa forma, atenuar-se-á o impasse nas instituições escolares brasileiras.