Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/11/2022
O Art. 205 da Constituição Federal de 1988 diz que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. No entanto, isso não é praticado, visto que ainda existem grandes desafios para garantir esse direito a pessoas com transtornos neurológicos em razão da despreparação das instituições de ensino e do preconceito, dentro desses ambientes, por parte do corpo docente.
Em primeiro plano, é válido evidenciar que são poucas as escolas do Brasil que possuem um ambiente inclusivo. De acordo com o Censo Escolar 2016, apenas 26% das escolas públicas eram consideradas acessíveis a Pessoas com Deficiência (PCDs). Isso inclui funcionários especializados na área de transtornos psíquicos, infraestrutura e grade curricular inclusiva.
Paralelamente, há um outro pilar a qual contribui com essa dificuldade em tese. Infelizmente, a discriminação com o grupo de PCDs, principalmente os com doença psiquica, ainda é grande na sociedade. Entre os professores mais velhos, a gravidade que é um transtorno mental não é tão reconhecida, pois em suas épocas de formação, não se falava sobre isso. Dessa forma, os alunos não são encaminhados para um atendimento especializado e, algumas vezes, são taxados como burros em sala de aula.
Sendo assim, caminhos precisam ser tomados para solucionar essa problemática. Logo, o Ministério da Educação deve investir em acessibilidade e cobrar a inclusão em todas as instituições de ensino, caso contrário, o local pode ser multado ou até fechado. Além disso, é necessário contratar funcionários especializados em educação inclusiva, assim, os alunos serão acolhidos e terão adaptações para as suas formações.