Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 10/11/2022

Na série “Atypical”, o personagem Sam é portador do Transtorno de Espectro Autista (TEA), e, apesar de levar uma vida normal, sofre problemas de inclusão no ambiente escolar. Fora da ficção, no Brasil, milhares de indivíduos que possuem transtornos neurológicos têm dificuldades de inserção nas escolas. Diante do exposto, a fim de diminuir o impasse mencionado, é necessário discorrer acerca da negligência estatal e da ausência de empatia que protagonizam o revés.

Sob primeira análise, é relevante destacar a negligência estatal como fomentadora da adversidade. Nesse viés, é pertinente relembrar os estudos do filósofo Thomas Hobbes, o qual afirmou ser dever do Estado promover meios que auxiliassem toda coletividade. No entanto, percebe-se que, na prática, o estudo de Hobbes não é eficiente, visto que pessoas com transtornos neurológicos não possuem amparo governamental, como escolas acessíveis, materiais lúdicos e professores capacitados, gerando um déficit de aprendizagem a esse grupo, que, por consequência do fato apresentado, são marginalizados pela sociedade. Cabe, portanto, ao poder administrativo rever seu papel.

Ademais, é igualmente preciso apontar a ausência de empatia nos institutos educacionais como outro fator que contribui para a manutenção da problemática. Para entender tal apontamento, é justo rememorar uma cena da novela “Laços de Família”, quando uma criança com síndrome de down foi separada dos colegas pela docente e impedida de se desenvolver corretamente. Sob essa ótica, pode-se afirmar que, no cenário brasileiro, existe dentro dos magistérios uma lacuna no que se diz respeito a sensibilização às diferenças dos alunos, que causa segregação dentro das salas de aula. É fundamental, então, que os profissionais da educação examinem suas atitudes.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar os desafios da incorporação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação realizar a capacitação de professores, por meio de treinamentos e palestras que demonstrem a importância da inclusão escolar, a fim de diminuir os entraves do obstáculo. Além disso, o Governo deve inserir materias lúdicos nas escolas. Assim, os problemas de Sam ficarão apenas nas telas.