Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 09/11/2022

Conforme o escritor e político Darcy Ribeiro, “A coisa mais importante para os brasileiros é inventar o Brasil que nós queremos”. Tal pensamento, porém, ainda não foi transformado em realidade, uma vez que, embora a população busque por um país isento de problemas, existem empecilhos a serem superados, como os desafios para a educação de pessoas com transtorno neurológico nas escolas brasileiras. Nesse sentido, é necessário entender as causas que protagonizam a questão, a saber: a carência de acompanhamento específico para alunos com esse distúrbio e os desafios que o educador pode vir a enfrentar por falta de conhecimento no assunto.

Fruto muito comum para pessoas com Transtorno de Espectro Autista (TEA) ou Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é a desatenção, impulsividade, agitação e inquietude. Tais características demandam uma assistência, flexibilidade e a aplicação de estratégias diversificadas na aprendizagem desses alunos, com a finalidade de que crianças e adolescentes não tenham uma perda no seu desempenho acadêmico por conta de uma doença, que muitas vezes sequer dispõe de um diagnóstico.

Com o propósito de ensinar e fazer parte na construção de um indivíduo, os educadores podem encontrar inúmeros impasses durante sua carreira. No caso de estudantes com TEA e TDAH a ausência da discussão sobre como proporcionar conhecimento, para que os profissionais da rede de ensino possam atender de modo eficaz as necessidades desses alunos, ainda é um grande obstáculo a ser solucionado.

Em outras palavras, é impossível negar os desafios para a educação de pessoas com transtorno neurológico nas escolas brasileiras. Para que uma resolução competente seja colocada em prática, será necessária a promoção de workshops em parceria com o Ministério da Educação e a Rede Pública de Saúde, com palestras e entregas de material didático, focado na conscientização e exclusão dos estigmas ao redor de portadores dessas doenças, com o objetivo de capacitar professores para a realização de uma metodologia mais adequada para suprir as necessidades desses alunos, a fim de evitar o aumento de problemas já existentes.