Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 09/11/2022

Segundo a Constituição Federal de 1988, ter acesso à educação é um direito de todos. Nos últimos anos houve um aumento de diagnósticos de transtornos neurológicos no Brasil. Em decorrência disto, criou-se a preocupação de como inserir essas crianças no meio educacional, já que as mesmas possuem dificuldades na aprendizagem, o que acaba as limitando. Além do mais, vem mais “agravante” como seria esse processo em uma rede pública de ensino, já que o mesmo é pobre em infraestrutura.

Ao contrário do que se pensa, pessoas com transtornos, tais como: autismo, TDAH, dislexia, devem frequentar o ambiente escolar, há um preconceito enorme nesta parte, em que muitos acham que o jovem por ter um distúrbio não pode ter uma carreira profissional. Na série “The good doctor” o personagem principal é um médico que possui autismo, o que não impede ele de ter uma profissão, quebrando vários tabus.

É conviniente recordar-se que no Brasil a infraestrutura de ensino não é uma das melhores, o que acaba dificultando o estudo dessas pessoas, principalmente nos colégios públicos. Os jovens com essas deficiências “não aparente” tem facilidade em se distrair ou dificuldade para aprender, precisando de uma atenção maior. O que nem sempre é possível em uma classe com um professor para quarenta alunos.

Em vista disso, é dever do Estado tornar acessível à professores, pais e responsáveis das crianças necessitadas total auxílio em classe. Capacitando os educadores e contratando psicopedagogos, a fim de aprimorar o ensino nas escolas. Ademais, é necessário a criação de ouvidorias públicas, a fim de facilitar a comunicação do cidadão com o Estado, tornando na maioria das vezes o processo ágil de melhoria na educação.