Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 21/12/2022

De acordo com a pensadora Letícia Butterfield, " a inclusão é um direito daqueles que precisam, e incluir é um dever de todos.". Nessa perspectiva, os desafios encontrados no segmento da educação para pessoas com transtornos neurológicos no Brasil contrariam a proposta da autora, uma vez que a falta de assistência do poder público e a exclusão social corroboram para a manutenção do quadro em questão. Logo, covém analisar e discutir tal cenário e seus impactos sociais.

É importante, de início, que a desatenção do governo no que tange ao ensino para portadores de necessidades especiais tem dificuldado a inclusão educacional no país. Nesse contexto, a Constituição Federal de 1988 garante a educação e integração social de pessoas com transtornos neurológicos. Todavia, a falta de adaptação da rede de ensino, ausência de profissionais preparados e a precária assistência governamental diverge da proposta constitucional. Por consequência, cria-se um ambiente de exclusão e evasão de estudantes com autismo, síndrome de down e deslexia, por exemplo. Logo, é necessário reverter esse quadro, tendo em conta a importância da educação inclusiva no Brasil.

Além disso, a exclusão social tem colaborado para a manutenção do quadro supracitado. Nesse contexto, o escritor George Bernad Shaw proferiu: " o progresso é impossível sem mudança". Nesse viés, observa-se que o comportamento social dispensado às pessoas com deficiência cognitiva impede o progresso almejado por shaw, uma vez que alguns estabelecimentos de ensino recusam estudantes especiais. Consequentemente, familiares são impedidos de proporciona educação digna aos seus filhos. Portanto, evidencia-se a necessidades de medidas para reverter esse panorama no país.

Infere-se, portanto, a urgência em superar os desafios no âmbito educacional para deficientes intelectuais. Para isso, o Ministério da Educação, orgão responsável por estabelecer às diretrizes educacionais no país, deve instituir, por meio de projetos nacionais, a criação de vagas reservadas para estudantes especiais nas redes públicas e particulares, além de adaptar às instituições para estes alunos. Tal ação possui o intuito de torna o ensino igualitário no país.