Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 24/04/2023

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se ausenta de confluitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, tendo em vista que a educação de pessoas com transtornos neurológicos ainda persistem com diversos problemas nas escolas brasileiras. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de atuação estatal, quanto da escassez de conhecimento sobre os trantornos neurológicos. Desse modo, analisar intrisecamente as causas dessa problemática na sociedade é medida que se faz imediata.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o estado interfere diretamente nesse dilema, pois uma parcela dos representates governamentais, ao se orientar por viés individualista e se desatentar as suas incubências acabam por perpetuar as já debeis estruturas do sistema educacional brasileiro, visto que é nítido o farto número de desempregados com transtornos neurológicos. Sob essa ótica, é válido referenciar o professor Yuval Harari, o qual, na obra “21 lições para o século XXI”, afirma que grande parte dos individuos não é capaz de perceber os reais problemas do mundo, o que favorece a adoção de uma posição passiva e apática.

Ademais, percebe-se que o principal entrave que impede o sistema educacional brasileiro de progedir ao que se refere em transtornos neurológicos é o constante estado bruto de inópia das informações verídicas e representatividade na mídia. Isso ocorre, porque, assim como teorizado pelo economista José Murilo de Carvalho, observa-se a formação de uma “cidadania operária”, na qual a população mais vulnerável socioeconomicamente não é estimulada a desenvolver um pensamento crítico e é idealizada para ser explorada.

Por fim, diante dos desafios supramencionados, é necessária a ação conjunta do estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Ministério Público, em parceria com a mídia nacional, desenvolver campanhas educativas por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens a serem veiculadas nas mídias sociais. Por sua vez, Ministério da Educação deve colaborar com políticas de instruções para professores e empregados da escola para saber como proceder em cada situação.