Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 25/02/2023

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, “Nenhuma sociedade que esquece a ar- te de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a aflin- gem.”. A partir disto, contextualiza-se a problemática de não negligenciar os desafi- os para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasilei- ras, visto que, no raciocínio do autor, as questões precisam ser discutidas afim de buscar soluções. Sendo assim torna-se necessário analisar as causas e consequên- cias desta temática, considerando a falta de inclusão e a lacuna educacional.

Deve-se pontuar, de início, que a escassez de inclusão está relacionada com o problema. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, preve assegurar e promover a igualdade de condições, direitos e liberdades de pessoas com deficiên- cia com os demais indivíduos da sociedade, visando a sua inclusão social. No entanto este comportamento não é observado nas escolas. Com base nos dados da pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Ecônomicas concluiu-se que, dos 18 mil entrevistados nas 501 escolas, 96,5% admitiram ter preconceito contra pessoas com deficiêcia. Geralmente estes preconceitos vem enraizados de dentro da própria casa, e por falta de conhecimento sobre esses assuntos, a prática de bullying se torna muito comum dentro das escolas.

Como supracitado, a lacuna educacional esta diretamente ligada com os desafios encontrados nesta temática. Em uma pesquisa realizada pelo site de da- dos QEdu, foi mostrado que 70% dos professores entrevistados relatou que o tema inclusão é o que mais precisa de reforço e formação, pois é uma tarefa muito com- plexa. Diante deste aspecto analisa-se que a falta de conhecimento e formação para lidar com este assunto, dificulta ainda mais a educação para pessoas com transtornos neurológicos, resultando assim em uma falta de inclusão persistente.

De acordo com o quadro apresentado, medidas são necessárias para lidar com a problemática. Portanto cabe ao Ministério da Educação, responsável pela política nacional da educação, realizar campanhas e palestras nos meios de comunicação e também disponibilizar, juntamente com psicólogos da área, a formação adequada para os professores. A partir disso, a problemática será amenizada, ou na melhor das hipóteses, solucionada