Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 22/03/2023

A Constituição Federal de 1988 decreta que a educação é direito de todos. Entretanto, materializar esse decreto é um desafio, pois as ações que acessibilizam o ensino aos portadores de transtornos neurológicos, como a dislexia, são escassas. Visto que o ensino qualitativo facilita a inserção em universidades, é fundamental resolver o infortúnio. Todavia, o despreparo dos docentes e a pandemia da Covid-19 dificultam a ação.

Primeiramente, em consonância com o psiquiatra Ênio Andrade, o fato do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade fazer com que a criança fique agitada leva uma parcela considerável dos docentes a expulsar o aluno da turma. Sem dúvida, essa atitude desses professores evidencia o despreparo dos mesmos para lidar com o TDAH e, infelizmente, esse infortúnio dificulta a aprendizagem dos discentes portadores dessa enfermidade. Dessa forma, o presente infortúnio, é um fator privativo do direito à educação, garantido pela Carta Magna.

Nesse diapasão, em 2020, o isolamento social, causado pela propagação da Covid-19, fez com que as escolas aderissem ás aulas via internet. Certamente, essa situação ampliou ainda mais a dificuldade de acesso ao ensino por parte dos portadores de transtornos neurológicos, porque distanciou o aluno do espaço educacional. Embora os colégios tenham retornado com as atividades presenciais, é extremamente importante formular soluções eficazes para enfrentar os desafios causados pela pandemia e, também, pelas limitações dos docentes em lidar com a diversidade neurológica no contexto pós-pandêmico.

Portanto, é indubitável solucionar a problemática. Por isso, cabe aos professores adaptarem os métodos educacionais para atender à todos. A realização dessa ação é viável por intermédio da formação continuada isto é, pela leitura e reflexão de conteúdos científicosm, por exemplo, artigos e pesquisas, que ensinam os docentes a lidar com a diversidade neurológica. Outra medida importante é a formulação de um questionário destinado aos alunos neurotípicos. Essa ferramenta possibilitará identificar as demandas desse grupo e, dessa forma, a escola construir ações que atendam essas pessoas.