Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 16/03/2023

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que há cerca de 2 milhões de autistas no Brasil. Nesse sentido, é essencial discutir os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos no Brasil, como a inclusão e acessoa informação para os educadores.

É importante enfatizar, de início, a inclusão nas atividades cotidianas é fundamental para o aprendizado do aluno. A série americana “The Good Doctor”, retrata a história de um cirurgião autista que precisa vencer as batalhas diárias para ter êxito. Dessa forma, fora da ficção os alunos devem realizarem atividades normais e em comjunto com os colegas, para que sintam-se capazes de qualquer tarefa no futuro. Pois, como postula o Educador brasileiro Paulo Freire, a inclusão enquanto forma de flexibilizar a resposta educativa de modo a fornecer uma educação básica a todos os alunos, é uma das soluções para o problema de inclusão.

Outrossim, mas não menos importante, o acesso de educadores ao conhecimento e informações deve ser maior e mais ativo. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção ( ABDA), os números de casos de TDAH variam de 5% a 8% mundialmente. Ou seja, os professores tem contato diáriamente com alunos que portam algum tipo de transtorno. Com isso a educação deve ter metódos voltados para abordagens humanistas, cada aluno tem suas particulariedades, que devem ser consideradas diversidades.

Portanto, urge que se efetivem medidas para superar esses desafios. Para isso, cabe ao Ministério de Educação, por meio das secretarias de educação municipais, criar um projeto que de vizibilidade ao olhar de pessoas com transtornos neurológicos através da arte nas escolas, com finalidade de que a população geral tome conhecimento de como esses jovens observam o mundo e o ambiente em que vivem, esses trabalhos devem também ser expostos em redes socias para maior divulgação. Junto a isso, as escolas devem promover por meio de encontros quinzenais, a comunicação de pais e professores, para que juntos construam um ambiente escolar e familiar que acolha e intensifique o aprendizado do aluno.