Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 17/03/2023

Manoel de Barros, grande poeta pós modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste” cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, analisar a problemática dos desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Nesse sentido, importante verificar a relevância do diagnóstico na infância e do direcionamento dos professores nas aulas.

Diante desse cenário, destaca-se a atenção dos responsáveis nos sintomas de transtornos neurológicos. A esse respeito, o filme “Como estrelas no céu crianças especiais na terra”, conta a história de uma criança com dislexia, como os pais não imaginavam essa neurodiversidade acreditavam que o filho era apenas preguiçoso e desmanchado na escola, castigando ele sempre que podiam. Sob esse viés, muitos jovens têm dificuldades nos estudos por não aprenderem a lidar com suas individualidades desde a infância. Apesar do diagnóstico ser dado por um profissional da saúde, é dever dos responsáveis reconhecer os sintomas mais comuns para procurarem a devida ajuda. Portanto, é preciso encontrar meios para reverter esse quadro de desinformação imediatamente.

Ademais, o atendimento individualizado nas escolas é essencial. De acordo com o psicanalista Froid “experiências vividas na infância ou na Juventude estarão lá para toda a vida”. Dessa forma, Os professores precisam estar cientes das melhores metodologias para lidar com a necessidade que cada transtorno pede. as pessoas com TDAH, por exemplo, precisam de mais tempo para finalizar a atividade de foco. Assim, os mais novos levam esse direcionamento dos professores para outras áreas da vida e encontram bem-estar.

Por conseguinte, o Estado - na condição de garantidor dos direitos individuais - deve usar o poder executivo para desenvolver palestras e rodas de conversa nas escolas e fóruns, por meio de médicos especialistas, com objetivo de reduzir a desinformação entre responsáveis e professores. Dessa maneira, o Brasil irá se aproximar do ideal do ideal de Manoel Barros.