Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 15/04/2023

No Brasil muitas pessoas, principalmente estudantes, sofrem de transtornos neurológicos, seja eles leves ou graves, diagnosticados ou não. Essa parcela da população tende a apresentar uma maior dificuldade no âmbito estudantil, criando muitas vezes uma situação que muitas escolas não conseguem ajudar os alunos. Em busca de incluí-los na tarefas escolares é preciso identificar as causas do problema, como a ignorância das pessoas em relação a esse tema e a falta de meios em escolas que busquem ajudar esses estudantes.

Primordialmente, a falta de identificação desses problemas pode prejudicar quem sofre com transtornos, muitas pessoas tendem a apresentar uma linha de pensamento bastante ignorante quando se trata de doenças neurológicas, evitando buscar profissionais na área para seus filhos ou até para si. Além disso, essa ideia também se propaga em ambientes estudantis, julgando o comportamento dos alunos que apresentam dificuldade para prestar atenção ou dificuldade social como indisciplinados.

Cada transtorno tem suas características, o Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) por exemplo, impacta principalmente na falta de atenção, trazendo como característica um comportamento hiperativo e inquieto; já o Transtorno de Espectro Autista (TEA) dependendo o grau pode trazer altíssimas dificuldades tanto para entender a matéria quanto em relações sociais, dificultando o cuidado de educadores principalmente no período infantil. Muitas escolas não apresentam meios para incluir esses alunos, com profissionais que não foram doutrinados para lidar com situações mais complicadas.

Logo, com o objetivo de incluir esse grupo de estudantes é necessária uma maior preocupação da população em relação ao tema apresentado, para que essa dificuldade não seja confundida como “frescura” ou “indisciplina”. Em escolas é preciso aderir outras formas para ensinar e avaliar os alunos, buscando alternativas que vão desde uma maior atenção as dificuldades até a separação das aulas para aqueles que sofrem de transtornos neurológicos, procurando trabalhar com a diversidade dessas pessoas e permitir que os educandos consigam ter maior foco individual com os alunos.