Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 14/04/2023
O acesso à educação é um direito básico e de extrema relevância para a forma-ção do indivíduo, sem distinções, além de assegurar um trabalho educativo organi-zado e adaptado para atender às Necessidades Educacionais Especiais dos alunos. Entretanto, além de assegurado em lei, a inclusão social de pessoas com transtor-nos neurológicos em escolas brasileiras é um grande desafio para a sociedade ho-dierna, principalmente por conta da incompreensão desse assunto.
Em primeira instância, é imprescindível que um dos principais desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos é a despreparação da comuni-dade escolar para lidar com a inclusão. Isso acontece, devido ao déficit de profis-sionais especializados em educação inclusiva, que geralmente, são sobrecarrega-dos com funções que não são suas e também por de certa forma não termos uma educação voltada diretamente a inclusão, embora termos a língua de sinais, ela é apenas para deficiente auditivo, assim não se aplicando às outras deficiências
Outro problema latente é o preconceito que ainda é obstáculo recorrente aos indivíduos com autismo, julgando-os como alguém de intelecto inferior. No entan-to, esse pensamento prova-se equivocado, pois cientificamente falando a principal dificuldade dos autistas está na comunicação e na linguagem. Na série americana ‘‘The Good Doctor’’, conseguimos observar a ocorrência dessa discriminação na história do médico autista que desafia o ceticismo dos enfermos e de seus compa-nheiros de profissão, ele prova-se mais capacitado do que todos os médicos que o subjugaram, apesar de sua comunicação debilitada.
Torna-se evidente, portanto, que essa situação seja resolvida. É necessário re-pensar, por meio da mobilização de diversos setores da sociedade, em especial das famílias em parceria com o Estado, a forma de educar para incluir. Por fim, o Minis-tério da Educação implemente palestras e discussões obrigatórias sobre o autismo em colégios e faculdades, a fim de desmistificar o assunto para a população brasi-leira e, com isso, aumentar a inclusão social, assim sendo um viés para a sociedade ser mais justa, na qual direitos não são tratados como favores.