Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 14/04/2023
A inclusão social de pessoas com autismo no Brasil é um grande desafio para a sociedade hodierna, principalmente por conta da incompreensão desse assunto. Essa inexperiência com o tema resulta na exclusão social vivenciada por esses indivíduos, que muitas das vezes são taxados como ‘‘anormais’’ ou ‘‘mentalmente atrasados’’, quando na verdade não são. Essa segregação pode ser observada em diversos âmbitos sociais, como no trabalho e na escola, por exemplo.
De acordo com o capítulo V da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LBD), o ingresso de uma criança autista em escola regular é um direito garantido por lei, mas na prática, não é o que ocorre, visto que menos de 30% dos brasileiros autistas estão na escola. Isso acontece porque, o sistema público de educação têm matrizes curriculares falidas, que tratam a educação como meio para " decorar " datas e fórmulas vazias, segregando os que não se encaixam no “padrão”, o que embasa ainda mais a intolerância e preconceito na qual essas pessoas são submetidas.
Outrossim, é relevante afirmar que quando esses indivíduos conseguem uma escola com cuidadores e toda a infraestrutura necessária, outro problema acontece: o bullying. Isso ocorre devido as raízes históricas brasileiras, que amontoava pessoas com algum tipo de problema - taxados como loucos- em hospícios, onde as pessoas sofriam abusos e violência sem precedentes; exemplo disso foi o manicômio Colônia que foi o lugar da morte de mais de 60 mil internos. Por consequência desse acontecimento funesto, muitas pessoas, ainda mantêm o pensamento de que os diferentes precisam ser excluídos e afastados do convívio em sociedade, fato que precisa ser abolido. Portanto, são necessárias mudanças para intervir no problema. Como o Ministério da Saúde criar uma campanha em parceria com a mídia televisiva mostrando como é ser um autista em uma sociedade sem acessibilidade. Também poderia ser feito pelo Ministério da Educação, um projeto que determine no mínimo duas turmas para deficientes autistas em todas as escolas públicas, com professores treinados para atender alunos especiais. O Ministério da Educação poderia criar uma cartilha e distribuir nas escolas sobre a importância de lutar contra discriminação de autistas.