Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 14/04/2023

Paulo Freire conhecido educador e filósofo brasileiro dizia que “o professor deve ser sensível à história de vida dos alunos, resgatando seus sofrimentos, mazelas e cicatrizes”. Quando falamos de pessoas neurodivergentes estamos falando de problemas como a padronização do método de ensino e a falta de preocupação do sistema educacional com a questão mental do aluno.

Primeiramente o fato do ensino no Brasil ser padronizado sem levar em conta as individualidades de cada aluno torna nosso sistema obsoleto, um aluno neurodivergente tem necessidades que são diferentes dos outros alunos neurotípicos. Isso se torna um problema quando essas crianças e adolescentes se sentem prejudicadas em seu desenvolvimento escolar e podem acabar ficando desmotivadas, afinal saber que está sempre um passo atrás de seus colegas enquanto estudantes da mesma escola e com o mesmo nível de ensino não deveria acontecer em nenhuma circunstância. Entender as diferenças de cada aluno e estar preparado para lidar com isso cabe ao professor que com a ajuda dos pais poderia buscar formas de melhorar a vida dos alunos neurodivergentes. Ademais, a falta de apoio psicológico aos alunos e professores é um desafio em todo o Brasil, lidar com mentes que estão em desenvolvimento é uma tarefa delicada e complicada, cada pessoa tem sua individualidade e os professores nem sempre possuem todas as ferramentas para lidar com isso. Os alunos também, existem efeitos variados que podem ocorrer com um aluno que está passando por problemas psicológicos de qualquer tipo, cerca de 25% das crianças e adolescentes sofrem com ansiedade, de acordo com uma pesquisa publicada pela revista Veja em setembro de 2021. Esse número é alarmante considerando o que pode acontecer com esses jovens se não buscarem ajuda profissional.

Para que as pessoas neurodivergentes tenha condições de ensino igualitárias a dos outros alunos cabe ao Estado realizar programas de conscientização e oferecer suporte a esses alunos e aos professores, que nem sempre estão preparados para lidar com as singularidades de cada vivência