Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 03/05/2023
A Revolução Francesa de 1789 foi o berço de todos os direitos e deveres constituídos na contemporaneidade, tais quais a liberdade e a igualdade. No entanto, a questão dos desafios enfrentados para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras é incongruente com esses princípios históricos, em virtude de erros de entes públicos e coletivos. Assim, urge a análise precisa do imbróglio à luz de questões normativas e educacionais.
Dentro desse aspecto, o filósofo Platão afirma que a política é a esfera para a realização do bem comum - o que não é levado a sério pelos estadistas. Nesse sentido, faz-se necessário o diagnóstico governamental acerca das pessoas que fazem parte do corpo doscente, em relação ao seu preparo, diante das pessoas que merecem ser ensinadas com um olhar especial, para tornar o ensino inclusivo. Sendo assim, é evidente destacar que, embora o Estado assegure que a educação é direito da população, é importante que todos se sintam confortáveis e acolhidos depois que já estão no meio escolar.
Outrossim, é imperioso destacar que as lacunas escolares serão um motivo de óbice, num futuro próximo, para as pessoas que não são educadas de maneira correta. Sob esse viés, é notório que a falta de profissionais qualificados irá afetar a forma como as pessoas com transtornos neurológicos se relacionam e se comunicam, uma vez que eles crescerão sempre achando que o lugar deles é à margem da sociedade, por assimilarem as informações de maneira diferente dos outros. Logo, deve-se aplicar o pensamento de Nelson Mandela que diz: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.
Portanto, é evidente que são fundamentais medidas para solucionar o entrave citado. Sendo assim, é dever do Ministério da Educação investivir na rede pública de ensino - na qual, boa maioria é pobre e sem acesso aos bons profissionais -, inserindo psicólogos e psicopedagogos, com a finalidade de direcionar corretamente as pessoas que possuem alguma neurodivergência, e provar que todos são dignos de um ensino de qualidade. Consequentemente, os desafios enfrentados pela educação serão minimizados, tornando a sociedade um pouco mais justa, igualitária e, principalmente, inclusiva.