Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 25/05/2023
No documentário “Holocausto Brasileiro”, nota-se o descaso com pessoas com transtornos neurológicos, submetidos a tratamentos arcaicos e regados de precon-
cepções. Paralelamente, no Brasil hodierno, apesar do avanço na inclusão destes
indivíduos na sociedade, ainda são presentes dificuldades respeito de sua educa-
ção escolar, representadas pela falta de aceitação dos pais e pelo modelo escolar.
Desta forma, as escolas brasileiras não fornecem o ambiente necessário para a-
daptação de indivíduos com transtornos neurológicos. Um indivíduo com esta par-
ticularidade demanda de espaços haptos a recebe-los, além de habilidades que não estão presentes na grade de formação dos professores. Por tanto, de acordo
com a ideia de modernidade liquida do sociólogo francês Bauman, a institu-
ição escola foi criada em um tempo onde as mudanças no ambito social tomavam mais tempo pra ocorrerem, o que transforma a estrutura da escola em algo “sólido”. Entretanto, essa característica implica numa organização defasada que não atende a todas as necessidades da população. Assim, o ensino inclusivo tem como barreira o modelo adotado pela instituição que deveria promove-lo.
Em segundo lugar, destca-se o prejulgamento dos pais com os filhos com transtornos neurológicos. Apesar dos avanços a respeito da inclusão destes indivíduos a sociedade, ainda não se pode ver uma total superação do preconceito a respeito do tema. Com isto em mente, os indivíduos perpetuam estes pensamentos através da repetição de comportamentos percebidos a sua volta, assim como indicado pelo sociolo frances Pierre Bourdieu.Tendo isto como base, este pensamento irraizado na sociedade faz com que os pais das crianças não aceitem os transtornos apresentados pelos filhos, impedindo-os de terem acesso ao tratamento necessário e por conseguinte a uma educação adequada.
Por fim, para mitigar o problema, cabe ao Estado, principal regulador da armoni-
a social, por meio de projetos propostos pelo “Ministério da Educação”, incluir na grade de formação dos professores matérias voltadas ao ensino de pessoas com transtornos neurológicos, além do apoio da mídia, principal formadora de opinões,
para que assim o preconceito e a falta de estrutura voltados a educação desses indivíduos diminua.