Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 27/06/2023
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, de forma análoga ao trecho do poeta Carlos Drummond de Andrade, essa pedra é um desafio a ser superado como a educação para pessoas com transtornos neurológi
cos. Dessa forma, o cenário vigente é fruto da insuficiência estatal e da falta de in
formações adequadas. Sendo assim, surge um problema que precisa ser resolvido.
Em primeira análise, é válido explanar que a inabilidade do estado tornou-se uma causa latente do problema. Segundo o pensador inglês Thomas Hobbes, o Estado tem como função garantir o bem-estar da nação, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de ação governamental, inúmeras crianças e jovens brasileiros são expostos a instituições que não possuem estruturas adequadas para recebê-los e nem para auxiliá-los em seu desenvolvimento cognitivo e social. Desse modo, é imperativo que haja uma mudança na postura estatal.
Ademais, vale salientar que a falta de informações necessárias sobre o tema im
pulsiona o revés. De acordo com clérigo inglês Charles Colton, a má informação é pior do que a não informação. Sob essa perspectiva, é possível perceber que a excassez de informações acerca das deficiências neurológicas impacta diretamente a qualificação profissional dos educadores brasileiros, dificultando ainda mais o aprendizado e, consequentemente, a inclusão dessas pessoas no âmbito escolar. Todo este quadro retarda a resolução do empecilho, já que continua a perpetuá-lo no corpo social.
Portanto, pode-se inferir que a educação de pessoas com transtornos neuroló
gicos é uma questão relevante a qual necessita de soluções. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com Ministério da Saúde promover aulas e palestras para os profissionais da educação em institiuções de ensino, primária e superior, convidandando especialistas da área para elucidar os possíveis ques
tionamentos sobre o tema, com intenção de qualificar os educadores e tornar a educação brasileira cada vez mais inclusa. Assim, será possível superar a pedra, citada por Drummond, do caminho.