Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 04/08/2023
Atualmente, vê-se nas redes sociais, relatos de pessoas que não sabiam do diagnóstico de TDAH (Trantorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), descobrindo apenas na fase adulta. Este é um exemplo de transtorno que dificulta o aprendizado do indivíduo. Assim, o descobrimento tardio pode prejudicar à acessibilidade necessária para os diagnósticados, desde os primeiros anos escolares, impedindo que tenham oportunidades de se desenvolver.
Diante desse cenário, a não descoberta do tipo de transtorno leva o indivíduo a ficar sem a atenção necessária. Já que um dos empecilhos, é que as vezes são difíceis de identificar. Por exemplo, o jogador “Messi”, possui TEA (Transtorno do Espectro Autista), porém, devido seu desempenho no futebol, muitos não imaginam que ele possua tal transtorno. Logo, os sinais podem ser clamufados por características pessoais, sendo ignorados e tornando tardia a identificação do problema. Em paralelo, alguns alunos brasileiros são julgados por mal desempenho escolar, sendo associado à preguiça, na verdade podem possuir algum transtorno neurológico, ainda não identificado, que prejudica sua atenção nas atividades.
Além disso, a falta de acessibilidade nas escolas brasileiras, restringe as oportunidades de desenvolvimento dos cidadãos afetados. Na ficção, a série “The Good Doctor”, mostra a vida de um homem com TEA que se tornou um ótimo médico, e mostra em diversas situações que sua capacidade era maior que sua limitação. Porém, na realidade das escolas brasileiras existem muitos estudantes com síndromes, que muitas vezes não têm oportunidades de mostrar seu potencial de desenvolvimento, pela falta de meios acessíveis para o seu aprendizado.
Portanto, as unidades escolares têm papel fundamental na criação de acessibilidade e oportunidades para crianças e jovens com os diversos tipos de transtornos. Para isso, devem disponibilizar desde os primeiros anos, a possibilidade de diagnóstico dos estudantes, por meio do acompanhamento feito por psicólogos nas salas de aulas, para identificarem comportamentos e avaliar a necessidade de consultas e possíveis meios para melhoria. A fim de identificar o quanto antes as condições, aprimorando a acessibilidade nas salas de aula e as oportunidades de acordo com a realidade dos estudantes portadores de transtornos neurológicos.