Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 09/10/2023
´´ Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação´´. Na música que´´País é este?´´, da banda Legião Urbana, há a denúncia acerca de diver-
sos problemas sociais . Isso pode ser observado na medida em que a negligência governamental e a fragmentação dos laços afetivos proporciona desafios para a educação de pessoas com transtorno neurológicos nas escolas do país verde- ama-
relo.
Efetivamente, de acordo com a Constituição de 1988, direitos básicos são assegu-
rados a população, por exemplo, educação. Entretanto, isso não ocorre de maneira eficaz a todas as parcelas populacionais, haja vista o fato de ainda existirem desafios nas escolas quando relacionada com a educação de pessoas com transtornos neurológicos. Essa constatação pode ser feita, visto que há a nítida ineficácia dos mecanismos legais perante o problema, pois o governo não investe financeiramente em escolas com estruturas adequadas, como professores que são expecializados na área. Desse modo, essa parcela fragilizada, têm seus direitos a dignidade ferido.
Ademais, a fragmentação dos laços afetivos, em grande parte da sociedade, é outro desafio que prejudica o acesso de pessoas com transtornos neurológicos na educação. Nesse sentido, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese ´´ Modernidade Líquida´´, a contemporaneidade é caracterizada pela volatilidade dos direitos e dos deveres constitucionais. Isso é pertinente, sobretudo, porque a mídia- preocupada, unicamente, em satisfazer seu desejos laborais e pessoais- não transmite em seus meios comunicativos noticiais que incite o senso crítico da população acerca da inclusão desse grupo nas escolas. Dessa forma, a mídia, interresada apenas em seu ganho de audiência, prioriza a transmissão de notícias sensacionalistas, e assim prejudica a minoria atingida.
Portanto, cabe ao governo instituir um comitê formado pelo Ministério da Edu-
cação , e a Mídia. Nesse cénario, essa ação se dará por meio de maior direciona-
mento de verba para a construção de escolas adaptadas e de profissionais especializados. Isso será feito a fim de remediar não somento o descaso público, mas também o individualismo, contrapondo o elucidado por Bauman.