Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 18/03/2024

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Entretanto, esse cenário não se encontra na situação atual do Brasil, visto que pessoas com transtornos neurológicos não tem o direito à educação especializada e que as incluam na sociedade brasileira. Isso ocorre, principalmente, devido à falta de capacitação dos professores e à falta de investimentos na infraestrutura das escolas.

Em primeiro plano, é importante destacar a falta de capacitação dos professores, que acabam por não saber a maneira correta de ensinar e incluir esses alunos no ambiente escolar. Nesse sentido, na série de televisão, “Atypical”, o protagonista é diagnosticado com autismo e em diversos momentos sofre preconceito e exclusão, mostrado pelo fato de não possuir muitos amigos. Diante disso, é imprescindível a criação de cursos especializantes para os professores, que visem capacitá-los a entender e guiar os alunos na caminho à inclusão.

Ademais, é notório que a falta de investimentos na infraestrutura das escolas é uma das causas do problema, já que é muito importante que mudanças sejam feitas, tanto na estrutura do ambiente como na conscientização da importância das diferenças e de acolher esse grupo. Essa situação é a fim de garantir o acesso à educação básica em escolas comuns, que garantem melhores avanços no desenvolvimento e na socialização comparadas à escolas especiais como a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Portanto, mostra-se necessário medidas que diminuam os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Cabe ao Estado e ao Ministério da Educação, promover políticas públicas voltadas à educação especial, por meio de melhorias na infraestrutura das escolas e de divulgações sobre o conhecimento de transtornos como, por exemplo, o autismo e o TDAH, que dificultam a aprendizagem. Essas mudanças têm como objetivo incluir os alunos na sociedade para que possam ter um ensino de qualidade e certificar que o artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos seja garantido no Brasil.