Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 19/04/2024

A obra cinematográfica “A Ilha do Medo”, de Martin Scorsese, retrata os desafios diários do personagem principal, que enfrenta episódios esquizofrênicos. Essa realidade, comum no Brasil, destaca os desafios enfrentados por pessoas neurodivergente, especialmente no ambiente educacional, evidenciando a falta de preparo das instituições e a omissão governamental na conscientização social sobre o assunto, dificultando a educação desses indivíduos.

Em primeira análise, é indiscutível que alguns indivíduos com o transtorno neurológico exigem cuidados especiais no processo de ensino e aprendizagem. Sob esse viés, segundo Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, ou seja, a ausência de preparo institucional para o recebimento desse grupo social, influencia, especialmente, no desenvolvimento cognitivo do indivíduo, promovendo um invisibilidade dessa parcela populacional, na qual sofre diariamente discriminação, como ocorreu em São Paulo, onde uma professora foi gravada agredindo verbalmente uma criança com autismo.

Ademais, é indispensável afirmar que a ausência de iniciativas governamentais voltadas para o preparo das instituições e a conscientização social sobre os transtornos neurológicos dificulta significativamente o progresso desses indivíduos na esfera social, já que, falta de informação da população tende a alimentar estereótipos negativos. Dessa maneira, conforme diz Sigmund Freud, “a nossa civilização é responsável pelas nossas desgraças”, isto é, negligência coletiva em priorizar a educação inclusiva de neurodivergentes promove o aumento dos índices de analfabetismo e o preconceito direcionado a essas pessoas.

Destarte, torna-se essencial, a tomada de medidas visando mitigar os empecilhos na educação de pessoas com transtornos neurológicos no Brasil. Urge, portanto, a execução da lei, desenvolvida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, no qual obriga o poder público, a oferecer um programa de diagnóstico e tratamento precoce aos alunos de ensino básico, através do Poder Executivo a fim de retardar possíveis problemas futuros ao indivíduo. Outrossim, é necessário a reestruturação de escolas, pelo Ministério da Educação, com o intuito de proporcionar ambiente educacional inclusivo e adequado a todos os estudantes.