Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 17/05/2024

A produção americana “Atypical” retrata a vida de um jovem neurodivergente que está no último ano da escola. A trama mostra as necessidades que se fazem presente na vida do estudante, resultantes do seu transtorno neurológico. De maneira análoga a ficção, são vistos na sociedade brasileira diversos portadores dessas divergências inseridos nas escolas. Entretanto, tais necessidades não são garantidas devido o descaso governamental e a falta de informação por parte da sociedade. Logo, medidas devem ser tomadas para a mudança do cenário atual.

A princípio, é válido ressaltar as medidas que agravam a problemática. De acordo com Bauman, algumas instituições governamentais, apesar de possuírem sua essência, perderam o mais importante: sua função social, ou seja, a sua atuação na comunidade, caracterizando-as como “instituições zumbis”. Como exemplo, pode-se citar o Ministério da Educação, que tem finalidade de garantir uma aprendizagem de qualidade. Porém, tal medida não se torna eficaz a partir do momento em que há uma parcela sendo excluída dessa garantia: os neurodivergentes. Fato que é comprovado na grande maioria das instituições educacionais, nas quais faltam medidas de acessibilidade, como suporte profissional e a presença de recursos adequados. Dado isso, é visto que o Estado falta com seus deveres.

Além disso, é notório mencionar que outro fator intensifica o problema: a falta de informação da sociedade. Segundo o sociólogo supracitado, “Na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte”. A afirmação deixa evidente que quanto menor o conhecimento acerca da questão trabalhada, maior será a dificuldade para solucioná-la, acarretando assim em um atraso no desenvolvimento nacional. Deste modo, é preciso que a comunidade adquira informação sobre essa parcela e suas condições para que isso não seja mais um empecilho no corpo social.

Portanto, verifica-se que ações precisam ser tomadas. É cabível ao Ministério de Educação - órgão responsável por promover a educação de qualidade no país - a promoção de campanhas conscientizadoras que despertem no cidadão o discernimento sobre o tópico. Além do investimento em meios de acessibilidade, objetivando maior inclusão nas escolas brasileiras.