Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 26/08/2024
“O Milagre de Tayson” é um filme que retrata a história real de um menino, de mesmo nome do título, diagnosticado com transtorno do espectro autista. Essa obra cinematográfica expõe a vivência conflituosa do protagonista no ambiente escolar e a fuga desse contexto por meio do atletismo, o que renderia ao personagem, mais tarde, medalhas. Diante disso, os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras, como na realidade de Tayson, encontram-se na formação educacional que não visa a empatia, bem como um processo de aprendizagem ainda não plenamente democrático.
Nessa perspectiva, primeiramente, o ensino deve proporcionar ao indivíduo experiências do sistema comunitário, impulsionando à formação da consciência cidadã. Diante desse cenário, o filósofo francês Augusto Comte afirma que “toda educação deve preparar cada um a viver para os outros”, tendo a empatia e o bom convívio como bases para formação educativa. Entretanto, os desafios para a inserção educacional de pessoas com neurodivergências no Brasil se estabelece na contradição do quadro ideal. Isso se deve ao preconceito precocemente instalado no corpo discente, podendo gerar o impedimento de processos de alteridade, a exclusão desse grupo e até mesmo o bullying.
Ademais, a educação deve priorizar a iniciação das relações democra´ticas, no incentivo de um contexto de inclusão e de equidade. Tendo esse olhar, o pedagogo francês Celestin Freinet diz que “a democracia de amanhã se prepara na democracia da escola”, sendo as instituições de ensino agente fundamental na consolidação democrática. Porém, esse processo de aprendizagem não é pleno no Brasil, gerando desafios de englobar os neurodivergentes nas escolas. Isso se dá pela inadaptação do ambiente escolar, assim como os limitados especialistas para o amparo desse grupo de pessoas.
Portanto, é imprescindível a resolução dos desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Assim, a instituição de ensino deve promover a inclusão, mediante palestras que exponham a realidade enfrentada por neurodivergentes. Não só isso, mas também a adaptação estrutural e profissional, visando a alteridade e a democracia desde a infância.