Desafios para a implementação do nome social no Brasil

Enviada em 02/08/2022

No século XVI inicia na Europa um movimento conhecido como Reforma Protestante.O movimento se deu pelo fato de algumas pessoas não concordarem com as práticas e dogmas religiosos impostos pela Igreja Católica, daí surgiu a necessidade de criarem suas próprias religiões baseadas no que entendiam e sentiam da fé. Como consequência, os líderes dos movimentos foram perseguidos, exilados e em alguns casos até mesmo mortos. No Brasil contemporâneo, algumas pessoas transgêneras, sentem na pele o que é pensar e se sentir diferentes da maioria. Por isso acabam sofrendo consequências, como a dificuldade em arrumar emprego ou até mesmo situações cotidianas, como ir ao médico, podem se tornar um desafio. Neste sentido, é evidente o quanto o caminho para implementar os nomes sociais no país é desafiador.

Num primeiro momento, o Brasil é um país que apresenta alto índice de desemprego. Neste cenário difícil estão inseridos as pessoas trans, que na luta pela vaga de emprego acabam ficando para trás por serem vítimas de preconceito e consideradas “desqualificadas” pelo fato de serem travestis. Formada em Cinema e apaixonada por ilustração, Edlene Souza, mulher trans, está desempregada há um ano. Nos processos seletivos, ela diz que sempre se depara com um desafio a mais: a transfobia.

Além disso, as pessoas transexuais enfrentam dificuldades quando necessitam de atendimento médico. A falta de humanidade e ética dos profissionais aliada ao preconceito, resultam em tratamentos menos eficientes e como consequência os pacientes deixam de procurarem as clínicas. O músico e homem trans, Lorenzo Lima, em entrevista a revista Elle, relata ter escutado frases como, “É ele ou ela, o nome está errado aqui” evidenciando o quanto a transfobia é rotina pra essas pessoas durante as idas á hospitais.

Portanto. O Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho, deve fiscalizar os ambientes hospitalares, sejam eles do SUS ou até mesmo clínicas particulares, com a finalidade de punir os profissionais, sejam eles médicos ou enfermeiros, que tenham condutas antiéticas. Assim se caminha para um Brasil progressista onde a luta é para combater o principal vilão, o preconceito.