Desafios para a implementação do nome social no Brasil
Enviada em 03/08/2022
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão dos desafios para a introdução do nome social contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, o grupo que luta por esse direito é vítima de discriminação constante. Nesse contexto, o legado histórico do país, além da educação deficitária são os grandes obstáculos do tema.
Nessa perspectiva, há a questão passado brasileiro, que influi decisivamente na consolidação do problema. Assim sendo, de acordo com o filósofo Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Sob esse viés, as dificuldades para efetivação do nome social apresentam raízes intrínsecas à história brasileira. Nesse sentido, isso ocorre devido à sociedade canarinha extremamente devota ao catolicismo - principalmente nos séculos XVIII e XIX-, em que, segundo às escrituras sagradas, é abominável a mudança de sexo. Todavia, infelizmente, esse pensamento ainda é hodierno, o que impede a implementação dessa política pública no país. Desse jeito, nota-se que medidas são carentes para alterar a concepção dos brasileiros.
Outrossim, a fraca instrução tupiniquim ainda é um grande impasse para a
resolução da problemática. Nesse cenário, para o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. No que tange os obstáculos para introdução do nome social, percebe-se forte influência dessa causa, dado que a escola não promove medidas com a finalidade de orientar os estudantes sobre o respeito que se deve ter com outros indivíduos, especialmente às minorias. Nessa ótica, isso acontece pela grade curricular nacional ultrapassada, que não contempla assuntos atuais. Por conseguinte, consoante o G1, mais de 55% dos entrevistados são contrários à mudança na nome dos seres transexuais. Dessa forma, verifica-se o preconceito existente no corpo social e se faz mister erradicá-lo.
Destarte, o Ministério da Educação deve, por meio de campanhas veículas na mídia, promover o respeito aos indivíduos transexuais. Posto isto, a propaganda necessita ser ministrada em horário nobre para atingir o maior número de seres possível. Por fim, a ação tem a finalidade de que a implementação do vocativo alternativo seja efetivado no país.