Desafios para a implementação do nome social no Brasil

Enviada em 17/08/2022

A série Euforia retrata a violência sofrida pela jovem transgênero Jules a qual na infância fora internada pelos pais devido a noção errônea de que a não aceitação do próprio nome, corpo e identidade fosse um transtorno. Logo, a problemática atual referente a igualdade de tratamento, dada pela inserção do nome social dos indivíduos transgêneros e travestis, apresenta desafios relacionados ao preconceito social e a falta de empatia perante os indivíduos desse grupo.

A princípio, a participante do Big Brother Brasil Linn da Quebrada representou a dificuldade vivenciada pelos indivíduos transgêneros e travestis a serem inseridos na sociedade com a forma de tratamento escolhida. Durante o programa a mesma monstrou a tatuagem que possui sobre a sobrancelha -“Ela”- como forma de resistência ao preconceito. Assim, essa problemática engloba a implementação do nome social, na medida que esses indivíduos possuem dificuldades de aceitação, pelos demais, no cotidiano visto que a utilização do nome escolhido perpassa apenas a forma como são chamados mas exalta toda a existência enquanto pessoa, profissional, membro familiar e afetivo.

Outrossim, o filósofo Immanuel Kant intitulou o termo “Imperativo Categórico”, isto é, a noção de que todas as atitudes exercidas pelos indivíduos devem fazer parte de uma moral com fim no bem-estar da generalidade. No entanto, ao relacionar tal aspecto ao desafio perante a implementação do nome social no Brasil é verificada a falta de empatia para com o próximo, a partir do conservadorismo do Brasil perante a educação de gênero, a dificuldade da inclusão dos transgêneros é travestis em determinados espaços profissionais e políticos com a desvalorização das necessidades desse grupo.

Em suma, para melhorar o quadro atual é mister que o Ministério da Educação promova campanhas de conscientização nas escolas públicas e privadas. Para realizar tal ação o Estado deve enviar agentes como psicólogos e educadores socias transgêneros e/ou travestis para realizar palestras de combate ao preconceito e a falta de empatia. Somente assim, histórias como de Linn da Quebrada e Jules serão valorizadas com o fim do preconceito e a efetivação do Imperativo Categórico.