Desafios para a implementação do nome social no Brasil

Enviada em 18/10/2022

É fato que, no Brasil, existem diversos desafios para a implementação do nome social. Desse modo, a maior parte desses desafios é proveniente de um preconceito estabelecido desde a formação do país. Logo, frequentemente pessoas transgênero, transexuais e travestis possuem dificuldades para serem chamadas conforme desejam. Então, é imprescindível analisar as causas dessa problemática, destacando o preconceito proveniente da formação histórico-cultural brasileira e a não inclusão de minorias em solo brasileiro.

Em primeiro lugar, o materialismo histórico-dialético, elaborado por Karl Marx, expõe que a estrutura presente nas sociedades possui uma relação direta com a criação dela. Assim, é notório que desde os primórdios da formação do território brasileiro existe o preconceito contra pessoas da comunidade LGBT+, o que explica um dos desafios para que o nome social seja implementado. Nessa perspectiva, é essencial que medidas sejam tomadas para que esse problema seja solucionado, visto que além de um problema atual, trata-se de uma reparação histórica.

Ademais, segundo Max Weber, todas as populações possuem relações de poder e dominação, o que pode ser percebido com a falta de inclusão das minorias em diversas cidades no Brasil. Com isso, diversos grupos sofrem com o prejulgamento e têm seus direitos violados ou, até mesmo, não os possuem. Porém, as maiorias possuem uma série de privilégios, o que exemplifica a relação de dominador e dominado. Sob essa ótica, um dos grupos que sofrem com isso é o das pessoas que buscam pelo nome social, tornando de suma importância a execução de ações para reverter esse quadro.

Destarte, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação - órgão responsável pela educação no país -, realizar palestras e campanhas a favor da implementação do nome social, além de expor a trajetória das pessoas trans na história brasileira, para que assim mais pessoas possam ter consciência dessa luta e ela possa se fortalecer. Ainda, cabe aos influenciadores digitais que representam essa causa se mobilizarem por meio de suas redes, pois podem encorajar mais indivíduos a participarem desse movimento. Dessa maneira, as pessoas transgênero, transexuais e travestis poderão ser chamadas como desejam.