Desafios para a implementação do nome social no Brasil

Enviada em 02/11/2022

Em sua obra " O Cidadão de Papel", o escritor brasileiro Gilberto Dimenstein di-sserta que, o país embora apresente um conjunto de leis bastante consistente, elas se atêm, de forma geral, ao plano teórico. Diante disso, a conjuntura dessa análise configura-se no Brasil atual, pois apesar de ser um direito constitucionalmente ga-rantido, a implementação do nome social para as pessoas transexuais, travestis e intersexuais, não se encontra efetivado, configurando assim, o não cumprimento da realidade retratada na obra " O Cidadão de Papel". Esse panorama antagônico é fruto tanto da burocracia da justiça brasileira, quanto da homofobia da sociedade.

Em primeira análise, deve-se ressaltar que essa situação deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que con-trolem tais recorrências. Nesse sentido, a burocracia da justiça brasileira é uma consequência direta da baixa atuação dos órgãos governamentais, logo que, esses campos da sociedade não tomam medidas e ações para adiantar e agilizar o proce-sso de adoção do nome social. Simultaneamente, esse atraso na justiça faz com que muitas pessoas não desfrutem da sua liberdade e bem-estar social.

Ademais, é fundamental apontar a homofobia como impulsionadora dessa pro-blemática. Com base no advogado e presidente da África, " Ninguém nasce odiando outra pessoa. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, ou seja, as pessoas que tem preconceito ou aversão à quem é trans, travesti ou que faz parte da comunidade LGBTQ, são ensi-nados a repudiar essa parcela da sociedade, disseminando assim, o ódio e a violên-cia contra eles. Como também, essa homofobia está inserida no não cumprimento dos direitos dessa comunidade, como no caso, da implementação do nome social.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver essa proble-mática. O Ministério da Justiça, deve desburocratizar a justiça brasileira, por inter-médio da agilização desse processo nos cartórios brasileiros, para que assim, seja possível, que essa parcela desfrutem do direito de ser reconhecida e chamada pelo o nome que se identifica. Como também, as mídias sociais como, a internet, deve divulgar campanhas, que tragam o princípio de liberdade e respeito para todas as camadas socias. Só assim, seremos uma sociedade que promove a liberdade.