Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 25/09/2019
O filme norte-americano “UP”, retrata a marginalização e a incompreensão da velhice, pois mostra o repúdio aos idosos que não se relacionam no meio tecnológico. Fora da ficção, constata-se que tal conduta atinge população brasileira e coloca a terceira idade à margem da sociedade. Desse modo, fica evidente a carência de políticas de inclusão ao meio digital e da intolerância social com a problemática.
A priori, a omissão estatal frente à promoção de ações de acesso digital para os idosos corrobora para o caos. Isso porque os governos federais e municipais não realizam campanhas efetivas para promoverem a inserção tecnológica dessas pessoas. Tal omissão estatal gera prejuízo a esse grupo, uma vez que, hoje em dia, muitos procedimentos - compras, cadastros em sites e atualizações de dados - são feitos por meio digital. Dessa forma, os aparatos tecnológicos trarão um nocivo isolamento social.
Outrossim, nota-se que o legado do preconceito com a terceira idade diante dos meio digitais é um fator preocupante ao perante a sociedade. Esse preconceito limita a forma do idoso existir em sociedade, criando bloqueios ideológicos e físicos para a inclusão do mesmo em espaços urbanos, eventos culturais e etc. Por isso, grupos voltados à inclusão social da terceira idade, em todos os âmbitos, já existem; como o da Universidade Federal do Pará (UFPa), que reúne a população mais velha para realizações de atividades físicas e aulas de informática, visando a melhoria da autoestima e garantindo o direito de interação plena a eles.
Diante do cenário, é fato que esse “analfabetismo digital” necessita ser mitigado e o uso da tecnologia seja incentivado pelos mais jovens, além de medidas serem tomadas para impedir tal intolerância como no filme “UP”. Outrossim, o Governo Federal, junto aos municipais, deve lançar campanhas - com a participação da população - e cursos de inclusão digital de forma homogênea no país, por meio de projetos a fim de atenuarem o isolamento social e promoverem a integração tecnológica. Dessa forma, os idosos não serão mais marginalizados, mas sim “conectados”.