Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 29/09/2019

No século XVIII, a primeira Revolução Industrial trouxe uma série de mudanças para toda a sociedade, a qual teve a necessidade de se adaptar aos novos avanços da tecnologia. A princípio, hodiernamente, com o advento das novas revoluções industriais, os indivíduos logo que nascem já se deparam com novas formas e usos dessas tecnologias, adquirindo uma extrema facilidade na adaptação. No entanto, a população mais idosa por não ter tido a oportunidade logo cedo de se alfabetizar com o mundo digital e  não possuir nenhuma orientação ao seus uso,  torna-se  exclusa dos avanços da modernidade.

Sendo assim, esse desafio na inclusão digital da terceira idade tem origem na negligência da participação destes, por parte do Estado, nos avanços digitais. Com isso, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, estima-se que em 2050, 25% da população mundial terá mais de 60 anos, e no Brasil 12% do seus cidadãos já são idosos. Diante destes fatos, é possível evidenciar que grande parte do corpo social brasileiro não detêm de uma “naturalidade” à utilização da tecnologia, já que esta sempre acaba adquirindo novas atualizações, e assim os indivíduos mais idosos não conseguem acompanhar e se adaptar a elas. Desse modo, essa dificuldade já natural dos idosos é potencializada pela falta de orientação e incentivos que possam ensina-lós à participar da modernidade.

Ademais, vale ressaltar, que esta negligência por parte do Estado traz como consequência a exclusão do indivíduos idosos  perante toda a sociedade. Diante disso, as relações atuais são construídas de forma diferente das de 60 ou 80 anos atrás, em que muitas vezes era impossível uma comunicação a distância rápida e eficiente, hoje é algo instantâneo e de fácil acesso. Contudo, pelos idosos não possuírem esse entendimento acabam tornando-os não inseridos nas relações de todo o mundo e assim são tachados de “velhos”. Com isso, certamente, acaba sendo nocivo para a saúde mental desses indivíduos que não se sentem parte de uma comunidade e são marginalizados, como afirma o sociólogo Zygmund Bauman, em seu livro: “Nascidos na modernidade líquida”.

Portanto, faça-se mister a importância de medidas que sejam tomadas e mudanças possam ser feitas para que esse analfabetismo digital da terceira idade torne-se mínima. Sendo assim, o Ministério da Educação e cultura (MEC) deve promover políticas que incentive e oriente os idosos no aprendizado no uso da tecnologia, como por exemplo a utilizar as funções básicas do computador e até mesmo na criação de emails e redes sociais, através de cursos e escolas promovidas pelo próprio governo, a qual tenha profissionais da área da informática ao lado de psicólogos que os auxiliem nessa adaptação à modernidade, a fim de reinserir a terceira idade na forma em que o mundo se relaciona com os indíviduos e assim esses avanços da tecnologia deixe de ser um desafio ou algo excluso dos jovens.