Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 08/10/2019

Na mitologia grega, Sísifio foi condenado por tudo eternidade a levar uma grande e pesada pedra até o cume de uma montanha, contudo, sempre que se aproximava do seu objetivo a rocha escorregava e retornava até o ponto de partida, o que demonstra seu trabalho rotineiro e cansativo. Processo bastante semelhante às dificuldades apresentas para a inclusão digital das pessoas na terceira idade, visto que existe um preconceito gigantesco nas sociedades tecnológicas que os vêm como idosos obsoletos incapazes de se infiltrarem no meio tecnológico.

Primeiramente, entende-se que o Brasil é o 5 maior país com população idosa no mundo, em virtude de que de 2012 a 2018 ocorreu um crescimento de 28% da quantidade de idosos no país, segundo a OMS. Essa organização reconhecem-os quando atingem 60 anos ou mais. Além disso, é um fato que com o aumento dessa quantidade de pessoas, mais são abandonadas por suas famílias em casas de repouso, por exemplo, o que acarreta em uma solidão e depressão extrema. Por isso, uma solução para este problema poderia ser a inclusão deles no meio tecnológico, como nas redes sociais, já que poderão ter contato com mais pessoas. Porém, não utilizam deste meio, pois a sociedade não deseja ensiná-los, visto acreditam que não podem aprender por serem “velhos”.

Ademais, o risco de complicações na saúde de idosos é bem grande, uma vez que possuem ossos frágeis, que podem quebrar facilmente e ocasionar um acidente grave, e são suscetíveis a problemas cardíacos. Entretanto, devem sair do conforto de suas casas para realizar suas atividades diárias, como ir ao banco, mesmo tendo aplicativos que poupariam esta ida desnecessária ao estabelecimento e prevenir possíveis acidentes. Contudo, mesmo podendo facilitar a vida dos idosos por meio dos apps, as pessoas não gostam de ensiná-los a utilizar a ferramenta, em razão de que acreditam que seria perda de tempo, pois não seriam capazes de compreender.

Portanto, de acordo com os dados supracitados, o governo brasileiro deveria promover a conscientização da população sobre os preconceitos, os quais são aplicados na população idosa, por meio de comerciais de televisão, com a finalidade de que parem de realizá-lo e passem a ajudá-los a se integrar no meio tecnológico, para que consigam se ver livres da constante solidão e passem a utilizar as redes sociais como alternativa ao problema. Outrossim, o governo brasileiro, em ação com o ministério da educação, teriam de promover cursos, por meio de voluntários especialistas em tecnologia, destinados às pessoas com 60 anos ou mais, que os ensinem a utilizar as ferramenta que os permitiram a realizar as atividades rotineiras sem sair de casa, a fim de que aprendam a utilizá-las e consequentemente reduzir o número de acidentes que acompanham a prática contrária.