Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 06/10/2019
O rápido desenvolvimento tecnológico, ocorrido nas últimas décadas, revolucionou diversas gerações, a partir do momento que equipamentos eletrônicos como computadores tornaram-se pessoais, assim como celulares e tabletes, os quais ganharam novos formatos, cores e foram aperfeiçoados. Recentemente, na história da humanidade, a tecnologia foi inserida na vida das pessoas, consequentemente, as gerações adultas e mais velhas, de origem anterior à disseminação do universo digital e da internet, têm dificuldade em se adaptar e extrair tranquilamente os benefícios dessas evoluções. Portanto, cabem aos jovens e às crianças, já inseridas nesse meio, auxiliarem as gerações anteriores, em especial, a terceira idade. Afinal, de acordo com o cientista Albert Einstein, o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia.
A princípio, convém lembrar que a primeira barreira a ser enfrentada para a imersão dos idosos no mundo da tecnologia é o preconceito, devido às novas gerações terem a percepção de que a tecnologia não é destinada a eles, já que, infelizmente, são vistos como irrelevantes. Apesar da terceira idade crescer cada vez mais, por causa dos avanços na área da saúde e da melhoria na qualidade de vida, ainda há o desrespeito a essa camada da população e a perda de prestígio, diferentemente de 50 anos atrás, em que a velhice era raridade e a experiência e o conhecimento eram mais valorizados. Logo, cabe ao Ministério da Educação, a criação de projetos educacionais sobre respeitar o próximo.
Só então, após mudar o pensamento da população, será possível vencer a segunda barreira: a falta de profissionais capacitados para ensiná-los, pois a metodologia que deve ser utilizada não é a mesma para os adultos. A principal diferença é que para essa faixa etária, a memorização do passo a passo necessário para acessar os softwares e aplicativos é um grande desafio, por isso precisam de uma sequência bem determinada para aprender. Além disso, diferentemente da criança, que não se importa em errar até aprender, o idoso tem receio, geralmente é mais cauteloso.
Apesar dos adultos e idosos ainda terem dificuldade em se adaptar as novas tecnologias, o uso desses equipamentos trazem vários benéficos, como no caso do idoso por exemplo, o fortalecimento da interação com os amigos e com a família em especial com as gerações mais jovens ou com aqueles que vivem em locais distantes dele.
Portanto, cabe ao Governo Federal e ao Ministério da Educação, realizarem projetos para inserção de experientes no ambiente cibernético, por meio de palestras educacionais e projetos de visitas voluntárias às clínicas especializadas em cuidado de idosos, a fim de combater o preconceito. Além de investir em cursos técnicos para que haja a preparação de profissionais especializados nessa função.
O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”. Albert Einst