Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 10/10/2019
Reaprendendo a se comunicar em um mundo de telas: o uso da tecnologia pela terceira idade
O uso de smartphones, computadores, tablets e outros itens tecnológicos facilitou tarefas cotidianas como compras, pagamento de contas e busca de fontes de entretenimento. No entanto, diante de um mundo de telas, há uma parcela da população que precisa se desdobrar para conseguir acompanhar todas as exigências e novidades que surgem no dia a dia: a terceira idade. Auxiliar esse grupo a compreender como redes sociais, aplicativos e sites funcionam e, ao mesmo tempo, ensiná-los a se protegerem de golpes virtuais, torna-se uma tarefa árdua que requer paciência e didática.
De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, cerca de 117 milhões de brasileiros acima dos 60 anos utilizam smartphones para acessar redes sociais, como WhatsApp e Facebook, com o intuito de se comunicarem com seus familiares. Além disso, fazem uso de aplicativos e sites para comprar itens de necessidade básica - produtos de limpeza, de higiene, alimentícios e de saúde. Entretanto, a inclusão digital precisa ser fortalecida e disseminada, pois muitos idosos ainda não têm acesso a essa realidade, apresentando, por exemplo, dificuldades para realizar telefonemas e saques em caixas eletrônicos.
Outra questão a ser observada é que, se os jovens, já acostumados a utilizar essa tecnologia, são vítimas de delitos cibernéticos, a probabilidade de isso ocorrer com membros da terceira idade é maior. Em uma pesquisa realizada pelo G1, concluiu-se que 70% dos crimes digitais ocorridos na China são contra a terceira idade, ou seja, o analfabetismo digital é problema mundial que pode resultar em graves consequências. E-mails contaminados com vírus, fraudes envolvendo dinheiro, roubo de identidade e espionagem são apenas alguns dos graves problemas que podem afetar esses usuários que muitas vezes não têm a orientação necessária para usufruir desse universo moderno.
Assim, entende-se que medidas são necessárias para solucionar o impasse que existe na inclusão digital da terceira idade, uma vez que esse grupo precisa compreender como desfrutar dos benefícios da tecnologia e, ao mesmo tempo, se proteger de possíveis crimes virtuais que possam ocorrer. Para tanto, sugere-se que o Ministério da Educação ofereça aulas gratuitas em escolas públicas a essa parcela da população. Estudantes universitários poderiam realizar um breve curso de capacitação e se tornarem aptos a atender às necessidades básicas dos idosos em relação à tecnologia, em troca, ganhariam horas complementares, parte essencial do currículo das universidades. Desta forma, ambos os grupos seriam contemplados e haveria uma redução no analfabetismo digital.